Canto Coral...

A história conta que a arte vocal tem por princípio uma reunião de pessoas com um objetivo determinado e comum; quer seja solo, a capella ou um conjunto vocal, a interação das pessoas envolvidas no processo - cantores e público - torna o relacionamento mais amistoso e participativo.

As experiências envolvendo relacionamentos conflitantes na formação de corais amadores culminam no sucesso ou fracasso eminente, porisso a visão do regente de um coral de diletantes deve ser a visão aguçada de um lider de grupo tanto mais do que aquele músico eticuloso com teste vocais de seleção e exclusão.Para o mundo contemporâneo  e exaustivo o tempo é escasso e é raro dar-se ao luxo de poder gastá-lo como deleite pessoal, isso posto, a prática coral de diletantes deve ser uma atividade agradável; que promova a inclusão neste mundo aonde as desigladades são acentuadas; que eleve a auto estima do grupo propondo desafios possíveis e caminhando com gentileza e atenção com seus comandados. Cada coral tem sua própria personalidade, seus gracejos e sua “toada”(lê-se: velocidade de aprendizado e comunicação entre si e com o regente). Corais formados com o único objetivo de cantar a quatro vozes, “a capella” podem ter um facasso eminente quando o que o grupo quer é estar junto! È verdade que para estar junto não seria necessária a formação de um grupo vocal, ma se eles querem cantar por que nã então ouvir o grupo e com eles montar um repertório? Tocá-los com a sutileza do olhar e escutá-los ‘fora’ dos ensaios, quando a hierarquia maestro-cantores já não tem assim grande produtividade. O repúdio dos músicos que trabalham com amadores em orientar seu grupo com olhos de terapeuta, deve ser atenuada. O regente deve ter o estigma de exigente, nunca de bravo. Este é um desafio a ser cumprido dia-a-dia pelos regentes. Então, vão aqui algumas dicasque recolhi nestes anos de experiencia e que devem ser somados de tantas outras a que passarei:

É importante o grupo saiba três coisas com clareza:

Solidariedade - a ajuda ao novo companheiro de naipe ou aquele com alguma dificuldade.
Paciência - cada Coral tem um ritmo de trabalho que certamente diverge do ritmo individual.
Humildade - é importante reconhecer erros e virtudes alheios e próprios. Isto evita orgulhos infantis e estimula a troca de experiências.

Sempre é bom ter em mente que um coral, antes de sê-lo, é um grupo de pessoas que se reúne em torno de um líder ou de uma idéia com um objetivo:

CANTAR, não importando qual o estilo musical, se religioso ou profano, se erudito ou popular. Partindo desse princípio, porque não reunir seu grupo-familiares, amigos, colegas de trabalho ou estudo, irmãos da igreja, etc...?